Sobre

a autora, Magali HaradaSem título

 

Sou Arquiteta Urbanista e buscando por atualização profissional decidi cursar outra graduação, a Gestão da Informação na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na sequência, o Mestrado em Engenharia de Produção, na Área de Inovação e Tecnologia, Linha de Pesquisa Engenharia da Informação e do Conhecimento.

 

Embora pareçam pertencer a áreas distintas, esta formação me permitiu pensar na Arquitetura sobre diferentes tipos de gestão. Com a interdisciplinaridade pude refletir sobre os conceitos de eficiência energética, autonomia, uso e reuso da água e sustentabilidade das edificações, que muitas vezes são negligenciados por profissionais da arquitetura e da construção civil.

   

 

Uma questão me trouxe muitas indagações, seja no sul ou no norte do Brasil, o Bioclimatismo é muito pouco explorado, principalmente em residências unifamiliares e edificações habitacionais. Mesmo havendo um Zoneamento Bioclimático Brasileiro e normas da ABNT NBR que normalizam, informam e oferecem recomendações para cada Zona Bioclimática, não existem diferenças significativas nas edificações, que levem em conta o clima, as necessidades energéticas, ambientais e que integrem o programa de necessidades do usuário ao local do projeto.

 

A partir deste ponto, passei a pesquisar e estudar a Arquitetura Bioclimática, acumulando um extenso material sobre o assunto. Planejando colocar em prática, passei a ordenar e estruturar os conceitos de Bioclimatismo e as Estratégias Bioclimáticas para uso pessoal, decidindo registar e compartilhar o conhecimento sobre o assunto neste Blog.

 

Sobre o BIOCLIMATISMO – Blog de Arquitetura Bioclimática

 

O Blog tem como principal referência o LABEEE (Laboratório de Eficiência Energética em Edificações) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), mas classifico e organizo os conteúdos, pensando na concepção na concepção arquitetônica. Por esse motivo, incluo entre os tópicos o BIM – Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção).

 

Por reconhecer que os maiores problemas da Construção Civil estão na efetividade de diferentes Gestões, ou seja, gestão de projetos, gestão de informações entre projetos complementares, gestão de recursos, gestão de obras, gestão de tecnologias, gestão financeira e outras mais, não há como falar de Arquitetura Sustentável ou eficiência energética, sem utilizar o conceito e as tecnologias BIM para projetar.

 

BIM oferece recursos para a integração de projetos e profissionais. Interoperabilidade, atualizações automáticas do projeto, criar e interagir em equipes, compartilhar informações da construção, gestão, simular e realizar análises energéticas da construção são algumas das possibilidades que as tecnologias BIM oferecem. Ainda há muito mais a ser explorado. Minha expectativa é contar com a participação e sugestão dos leitores.

 

Espero que o conteúdo compartilhado neste Blog provoquem e motivem, estudantes e profissionais, para a criação de uma Arquitetura Bioclimática. Mas que seja regional, levando em consideração as características locais, sua história, sua cultura, que respeite seus habitantes e o meio ambiente.

 

Convido aos leitores a me seguir. Sugestões e criticas serão bem vindas!

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CORBELLA, Oscar; CORNER, Viviane. Manual de Arquitetura Bioclimática Tropical: Para a Redução de Consumo Energético. Revan, 2012.

 

CUNHA, Eduardo Grala da. Elementos de arquitetura de climatização natural. 2ª edição. Masquatro Editora, 2006.

LAMBERTS, Roberto; DUTRA, Luciano;  PEREIRA, Fernando O. R. Eficiência Energética na Arquitetura. Rio de Janeiro: ELETROBRAS/PROCEL, 2014. 3ª ed. Disponível em: <http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/apostilas/eficiencia_energetica_na_arquitetura.pdf>. Acesso em 10/12/2015.

ROMERO, M. A. Princípios bioclimáticos para o desenho urbano. São Paulo: Projeto, 1988.